domingo, 15 de agosto de 2010

LEMBRANÇAS E SAUDOSISMO

Cada dia que passa é mais um pedaço de nós que fica, mas também lembranças que iremos carregar, temos que ter muito cuidado para que essas lembranças, boas ou ruins, não se tornem um fardo que carregaremos por toda nossa vida. Evidentemente que estaremos permeando nossa vida com lembranças: música que ouvimos em algum momento especial, uma imagem, um lugar, um momento, um grande amor, um trabalho, e assim vamos seguindo.
Lembranças, normalmente, são boas, mas saudosismo é sempre sinal de que paramos em algum lugar da nossa vida, e, todos os outros momentos acabam não tendo a mesma importância, isso pode ir corroendo-nos, enfraquecendo nossa vontade de viver novas aventuras, novos relacionamentos, sempre o passado foi melhor, fechamo-nos para o agora, para o futuro. Quem vive de lembranças, de saudades deve procurar ajuda, isso não é bom, por mais que a pessoa diga que isso é o que a motiva para continuar vivendo, não é bom. A vida se renova constantemente, as flores murcham e caem e novas e belas flores nascem, o sol surge novo em cada amanhecer, as histórias seguem e nós também seguimos, se passarmos a observar cada momento e sua beleza veremos que a todo instante está acontecendo fatos, pessoas ou imagens que merecem nossa atenção. Já ouvi histórias de pessoas que não conseguem ser feliz com um novo amor por não esquecer o anterior, não consegue se adaptar a vida na nova cidade por não esquecer as pessoas, os detalhes da antiga cidade, não conseguem entender que o ritmo atual é outro e vive a música antiga. É o tipo que diz: - antigamente que era bom!
No meu tempo era muito melhor. – Seus tempo? Você não está morto, então seu tempo é hoje, é agora, pode se dizer quando era jovem ou coisa assim, mas nosso tempo tem que ser o aqui e o agora. Os avós sabem disso, quantas vezes ouvimos os filhos dizendo: - Meus pais estão babando com o neto! – E os avós dizem: - Ser avós e ser pais duas vezes! – Ai se resume tudo, a renovação dando chance para um amor até maior do que a pessoa achava que não poderia sentir.
Conheço pessoas que durante muito tempo esperava encontrar um grande amigo do passado e, após encontrar, depois de dois encontros chegou a conclusão, “ não tem mais nada a ver, mudou muito” – evidente que sim, a idade muda, o lugar muda, as circunstância, as pessoas mudam, devemos seguir, ver o mundo com o coração aberto para o presente, o passado deve ser belas fotos num álbum, boas lembranças e que a cada dia possa-se construir novas belas lembranças. As frustações, as decepções, más recordações devem ser esquecidas, é fácil? Não, mas busque ajuda e siga em frente, verá que o presente nos oferece oportunidades para sermos felizes, sem ficar fazendo comparação com o passado, afinal de contas, as lembranças dão sempre a impressão que tudo era muito bom, não fique esperando que a vida leve tudo até você, levante-se e vá ao encontro, dos lugares, das pessoas, da alegria, vá ao encontro da sua vida, e vida em abundância. Faça do hoje momento para novas e boas lembranças e, em seguida renove-se com mais e mais outras, isso é vida.

domingo, 1 de agosto de 2010

O PERDÃO TE DA PAZ

É evidente que não é fácil perdoar, pois, quando a pessoa é atingida injustamente, caluniada, traída, ferida moralmente ou fisicamente, perdeu um ente querido para a violência, a partir daí uma dor muito grande toma conta dos seus dias, suas horas, seus minutos, seus segundos, aquele sentimento não lhe sai da cabeça, o ódio e até a vingança passam a ser constante, em alguns casos, esse rancor vai acumulando, corroendo, consumindo. Daí para uma situação de perdão é realmente muito difícil, mas a busca de motivos para perdoar é uma forma de acalmar seu próprio coração, o ódio acaba consumindo o atingido, ou seja, essa mágoa, esse rancor vai se acumulando e, com certeza, trará sérias conseqüências para sua vida e até mesmo para a sua saúde.
Devemos buscar motivos para o perdão, pois ele acabará acalmando nosso coração. Não vou entrar em detalhes de saúde, mas há citações médicas que alguns tipos de cânceres e infartos são provenientes de mágoa ou do ódio acumulado - estresse. Em diversos casos, a outra pessoa nem sabe que estamos com tanto ódio e segue sua vida normal, enquanto isso o atingido acumula magoas que irá envenenar sua saúde.
Em Caso de perdão, ele deve ser pleno, de coração, o famoso: - Eu te perdoo. – mas por dentro a raiva continua, não adianta.
Muitas vezes o perdão está muito fácil, foi apenas um mal entendido, uma palavra mal colocada, um posicionamento na hora da raiva, um momento de ciúme, mas se transforma em mágoa, ódio e aquilo se transforma numa tormenta.
Busque o perdão verdadeiro e ele aplacará suas dores, com certeza, fará mais bem a quem perdoa.
Perdoar não é simples ou fácil, por isso nem todos conseguem, mas quem o estabelece sabe como é boa sua sensação. Se errar é humano, perdoar é divino.

terça-feira, 20 de julho de 2010

DIA DO AMIGO

Dia 20 de Julho é o dia do AMIGO, poderia ficar no bla bla bla, mas tem uma música que define bem o que é e a importância de um grande amigo. Sei que cada um tem preferência por uma música, poderia ser:
Você meu amigo de fé, meu irmão camarada... - Roberto e Erasmo
Amigo é coisa para se guardar no lado esquerdo do peito... - Milton Nascimento
Ofereço a música de Renato Teixeira a todos os amigos.
AMIZADE SINCERA
Renato Teixeira
A amizade sincera é um santo remédio
É um abrigo seguro
É natural da amizade
O abraço, o aperto de mão, o sorriso
Por isso se for preciso
Conte comigo, amigo disponha
Lembre-se sempre que mesmo modesta
Minha casa será sempre sua
Amigo
Os verdadeiros amigos
Do peito, de fé
Os melhores amigos
Não trazem dentro da boca
Palavras fingidas ou falsas histórias
Sabem entender o silêncio
E manter a presença mesmo quando ausentes
Por isso mesmo apesar de tão raros
Não há nada melhor do que um grande amigo

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domingo, 18 de julho de 2010

AMA AO TEU PRÓXIMO COMO A TI MESMO

A bíblia diz “Ama o teu próximo com a ti mesmo”, por mais simples e clara que está afirmação possa parecer, muita gente demora para entender, para saber que, se não nos amarmos e nos respeitarmos, seremos incapazes de qualquer amor verdadeiro pelo outro.
Há uma tendência a achar que o amor a si mesmo é vaidade, egoísmo e arrogância. Talvez por isso ele não seja despertado e estimulado em nós desde pequenos. Pelo contrário, somos formados para atender o desejo alheio, a expectativa dos pais, as exigências dos professores, as ordens dos adultos. Para sermos amados pelos outros, lutamos desesperadamente para responder a todas as suas solicitações. E, nesse esforço permanente, perdemos de vista o incrível milagre que, como centelha divina e esplêndida expressão de vida, cada um de nós é.
Quem ama a si próprio entra em sitonia com o universo no que ele tem de melhor, e tudo passa a fluir em sua vida.
Como expressarmos nosso amor por um filho(a) para que ele cresça e desenvolva suas características próprias, superando as limitações e chegando ao máximo de seu potencial? É procurando conhecê-lo tal como é, e não como gostaríamos que ele fosse. É acolhendo suas necessidades e estimulando suas capacidades. È ajudando-o a superar suas dificuldades e colocando limites para que ele se dê conta dos direitos dos outros. É reconhecendo suas qualidades, respeitando-o, valorizando-o, levando-o a descobrir a pessoa única e especial que é. Levando-o a amar a si mesmo.
Como somos adultos, está na hora de cuidar de nós mesmos como cuidamos de um filho, está na hora de corrigir as deformações que nos foram impostas por uma criação equivocada. Está na hora de aprender amar a nós mesmos.
Quanto mais nos amamos, mais passamos a amar o próximo, não vamos querer aos outros o que não queremos para nós.

domingo, 11 de julho de 2010

A ETERNA MAGIA DO CIRCO

Chegou a minha cidade um circo conhecido nacionalmente, não vou dizer o nome porque não vem ao caso, mas os meus filhos, um garoto de dez e um garota de quinze, vinham insistindo para que fôssemos ao circo, o difícil é tempo na vida corrida, mas um aperta aqui, agenda ali, fomos. Durante o percurso de casa ao circo lembrei que há pelo menos três anos não íamos a um circo, a gente até esquece como é bom. Uma vez lá dentro começou o espetáculo e eu pude ver nos rostos das crianças, não só dos meus filhos, mas das outras crianças que ali estavam, a alegria, a descontração e o quanto estavam gostando. Eu que já deixei de ser criança há muito tempo, estava adorando. É a magia do circo, é o encantamento do espetáculo ao vivo e a cores.
O povo deveria ir mais ao circo, é claro, aos bons, pois se analisarmos o custo benefício, em tempo de meia entrada, não é tão caro, uma vez que o espetáculo circense oferece humor, drama, suspense, música e muita fantasia que, para você ter tudo isso ao vivo teria que ir a diversos espetáculos diferentes.
Na minha infância eu fui várias vezes ao circo e, sempre fiquei impressionado com a beleza e com a eficiência dos artistas de circo, eles erram muito pouco, arriscam a vida e, normalmente ganham mal, mas sempre aparentam estar felizes. O que falar dos trapezistas, em diversos casos, sem rede de segurança, os equilibristas, os artistas do globo da morte, com bicicletas, motocicletas e, em muitos casos, motos e pessoas a pé lá dentro; os palhaços, esses encantam, por mais que você conheça a piada ou a brincadeira, sempre acha graça. Os atiradores de facas com olhos vendados, lançadores de chapéus que sempre voltam para as mãos ou direto para a cabeça do artista, os mágicos, com seus truques batidos, mas que continuam encantando, isso tudo faz a beleza e a magia do circo.
Vendo aquele espetáculo, a eficiência dos artistas, fiquei pensando, o porque dos jogadores de futebol, que ganham milhões de vezes mais, treinam todos os dias, não têm a mesma eficiência? O futebol também não é um espetáculo, ou não é? E o que vemos são jogadores matando de canela, errando chutes grosseiramente, não conseguem cobrar uma falta que vá, ao menos, na direção do gol. Os jogadores não conseguem acertar um gol de sete metros de largura por três de altura, enquanto nos circos você vê artistas executando exercícios de alto grau de dificuldade e periculosidade com uma eficiência espantosa, sem contar que com um ingresso para um jogo pode-se comprar até quatro entradas para um bom circo.
Mas quero mesmo é falar de circo, e digo, vale a pena ir a um bom espetáculo circense, leve crianças e verá como elas voltam encantadas, e isso é que vale na vida, muitas vezes nós escolhemos programações que nos estressam, angustiam, temos que escolher programações que nos dê emoção, alegria e que preencha sempre a fantasia da criança que existe dentro de cada um de nós e que, ao abandoná-la, corremos o risco de nos tornarmos pessoas ranzinzas, estressadas, envelhecidas e muitas vezes, chatas.
A beleza, o encantamento e a magia do circo não pode morrer, cabe a cada um de nós incentivar, mostrarmos às novas gerações que nada substitui os relacionamentos, o contato e as maravilhas que o ser humano pode realizar, e isso tudo ao vivo é muito bom, pois o espetáculo não pode parar.
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Dois vídeos de alguns momentos durante um espetáculo circense.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

POR QUE A SELEÇÃO BRASILEIRA PERDEU?

É a pergunta que não quer calar. Os mais engraçadinhos dirão: - Porque menos gols uai! - Dhãrr! Como todo brasileiro é um pouco técnico, tem sua opinião, eu também tenho a minha e, na minha humilde opinião faltou bom senso. Isso mesmo, a palavra para tudo o que aconteceu foi: bom senso.
Quando o Brasil ganhou em 2002 tinha uma chamada “família” comandada pelo paizão-cherifão Felipão (rimou), o time chegou à Copa desacreditado, ele peitou todo mundo e não levou o Romário, além da imprensa, até o presidente da república havia pedido, mas ele venceu a Copa e virou herói. Felipão pediu para sair, e, em 2006, o técnico era o Parreira, um treinador, diríamos, mais técnico, que juntou um bando de astros e estrelas: Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo “Fenômeno” (recorde de gols em copas do mundo), Adriano “Imperador”, Robinho das pedaladas, Cafu ( recorde de partidas pela seleção), Roberto Carlos, enfim, era estrelas demais para apenas um time: quadrado mágico, festa para imprensa, jogos shows, jogadores em baladas e gandaias, foi uma festa, jogando foi um vexame, um time que se apresentou individualista e medíocre.
Para 2010 tinha que ser diferente, a recomendação ao novo treinador era essa: mudar tudo, o escolhido foi o capitão Dunga, jogador com fama de durão, de disciplinado e de líder, e ele seguiu o traçado, escalou conforme comprometimento, disciplina, obediência, deu preferência para jogadores mais “santos”, mais alinhadas com seus ideais. E o time foi vencendo, Copa América, Copa das Confederações, perdeu as Olimpíadas – mas essa o Brasil já está acostumado a perder. Chegou a convocação para a Copa e o cherifão Dunga convocou quem ele quis, disse estar sendo coerente e levou quem esteve afinado com ele, mas vários jogadores convocados não estavam em boa fase, na reserva em seus times, machucados, mas o grupo estava fechado e ele não levou alguns jogadores que estavam bem na temporada, o argumento é o de que não havia sido experimentado na seleção, não foi. A torcida estava apreensiva, mas naquele momento só podia esperar, rezar, torcer. E o Dunga radicalizou de vez, fechou treinamentos, tudo secreto, um ou outro dava entrevista – não podia ser a festa de 2006 - muita discussão, brigas com a imprensa, tudo pelo grupo, como o Felipão, precisava de uma família, um grupo, tipo: todos por um e um por todos.
Apesar do dito grupo, algo não estava bem, Kaká, o sempre bom moço, agora esbravejava, irritava-se, levou cartões amarelos, bateu, falou palavrões, foi expulso. Robinho que sempre dançou e se divertiu, agora gritava na cara dos adversário, estava sempre, visivelmente, nervoso. Para finalizar, Felipe Melo, que o mundo sabia do mau comportamento, fez o que muitos temiam e na pior hora, abriu a caixa de ferramenta, pisou maldosamente no adversário, foi irresponsável e expulso, prejudicou "o grupo".
Normalmente um time não está bem no primeiro tempo, o técnico com sabedoria e autoridade, no intervalo, muda a história do jogo, na Seleção de 2010 foi ao contrário, estava bem no primeiro tempo contra a Holanda e voltou irreconhecível no segundo.
Não podemos culpar totalmente o Dunga, ele não tinha experiência nenhuma como treinador, foi aprendendo durante as preparações, mas Seleção Brasileira não tem que ser laboratório, ali tem que estar os melhores, inclusive o melhor técnico e isso o Brasil tem de sobra. A Argentina cometeu o mesmo erro, perdeu. Boa vontade não ganha campeonato, competência sim.
Enfim, a proposta era não repetir os erros de 2006, renovar a equipe, mudar tudo, mas a mudança foi radical e desordenada, faltou bom senso e agora temos novos erros a serem corrigidos. Remédio demais também mata.
Em 2014 a Copa do Mundo é no Brasil, não precisamos mudar tudo novamente, precisamos de um técnico conhecedor, com autoridade, com moral, mas com bom senso. Nem exagero para mais, nem para menos. Assim vamos ser campeões? Nada garante, mas com certeza apresentaremos um melhor futebol, um time com a alma e alegria da torcida brasileira e, mesmo que não vençamos - como 1982, mas sabíamos que havíamos sido os melhores, ficou a tristeza pela derrota, mas a certeza de que venceu o espetáculo. E assim, pedimos: para 2014, bom senso já, porque o espetáculo não pode parar!

domingo, 6 de junho de 2010

OS MELHORES FILMES DE FANTASIA

Por que filmes de fantasia fazem tanto sucesso? E por que são tão criticados? É curiosa essa ambiguidade, mas o que mais importa aos produtores é que o público gosta, tanto que dos vinte e dois filmes de maior bilheteria de todos os tempos, vinte e um são os chamados filmes fantásticos. Vejam a lista:
1 - Avatar - Fantasia - US$ 2.728.468
2 - Titanic – Não ficção - US$ 1.835.300
3 - O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei - Fantasia - US$ 1.129.219
4 - Piratas do Caribe - O Baú da Morte - Fantasia - US$ 1.060.332
5 - Batman - O Cavaleiro das Trevas - Fantasia - US$ 1.001.921
6 - Harry Potter e a Pedra Filosofal - Fantasia - US$ 968.657
7 - Alice no País das Maravilhas Fantasia - US$ 961.033
8 - Piratas do Caribe - No Fim do Mundo - Fantasia - US$ 958.404
9 - Harry Potter e a Ordem da Fênix - Fantasia - US$ 937.000
10 - Harry Potter e o Enigma do Príncipe - Fantasia - US$ 933.956
11 - Star Wars: Episódio 1 - A Ameaça Fantasma - Fantasia - US$ 922.379
12 - O Senhor dos Anéis - As Duas Torres - Fantasia - US$ 921.600
13 - Jurassic Park - Parque dos Dinossauros - Fantasia - US$ 919.700
14 - Harry Potter e o Cálice de Fogo - Fantasia - US$ 892.194
15 - A Era do Gelo 3 - Fantasia - US$ 887.773
16 - Homem-Aranha 3 - Fantasia - US$ 885.430
17 - Shrek 2 - Fantasia - US$ 880.871
18 - Harry Potter e a Câmara Secreta - Fantasia - US$ 866.300
19 - Procurando Nemo - Fantasia US$ 865.000
20 - O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel - Fantasia - US$ 860.700
21 - Star Wars: Episódio 3 - A Vingança dos Sith - Fantasia - US$ 848.462
22 - Transformers - A Vingança dos Derrotados - Fantasia - US$ 835.276
Acredita-se que o público esteja cansado da dura realidade e busca no cinema mais diversão e menos reflexão, sem contar que com a eficiência dos efeitos especiais, os filmes de fantasia trazem novidades e curiosidades que fogem à compreensão natural e, com isso, aguça o lado fantasioso de cada um.
Os críticos sempre torceram o nariz para os filmes fantásticos, dizem que o cinema deveria oferecer mais conteúdo, mas um filme (trilogia - uma história filmada em três partes) superou essa barreira e abriu novas perspectivas e deu mais respeitos aos filmes fantásticos, estamos falando da trilogia O Senhor dos Anéis que recebeu quatro Oscar nos dois primeiros filmes e onze Oscar, no terceiro filme,tornando-se, ao lado de Bem Hur e Titanic, o maior ganhador de Oscar. Recentemente o filme Batman – O cavaleiro das trevas, também ganhou um oscar.
Em 2009 e início de 2010 três filmes deram razão a essa vertente: Batman – O Cavaleiro das Trevas, Alice no País das Maravilhas e Avatar que se tornou a maior bilheteria de todos os tempos, mas não vai parar por aí, aguardem vem mais filmes das séries Harry Potter, Pirata do Caribe e, O Hobbit, do mesmo autor de O Senhor dos Anéis, podem ter certeza, é mais fantasia para encher o bolso dos estúdios e para divertir e encantar os cinéfilos.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

O SERTANEJO QUE EMPLACOU: DE TONICO E TINOCO A SÉRGIO REIS, DE CHITÃOZINHO E XORORÓ A LUAN SANTANA

A música sertaneja começou com cantores que tinham os dois pés na roça, músicas cinhecidas como caipiras, suas letras normalmente falavam da beleza da natureza, da vida no campo, da vida simples do interior, da lida do dia a dia, dos costumes, ou seja, você ouvia a música e quase podia sentir o cheiro de terra, os ruídos dos carros de bois, o prazer de uma boa pescaria, do café no bule sobre um fogão à lenha e, acompanhado de violas, violões e, em alguns casos, de uma sanfona, esse estilo musical atendia a um público específico, principalmente o pessoal legitimamente caipira, e o mais triste, havia barreiras para se tocar em rádios para um público jovem das cidades grandes. Duplas com Tonico e Tinoco, Zico e Zeca, Zilo e Zalo, Tião Carreiro e Pardinho consagraram o estilo, mas eram marginalizados.
O tempo passou e vieram a popularização das rádios FMs, nelas, definitavamente, não havia espaço para a música caipira, mas no início dos anos setenta aconteceu um fato que revolucionou o estilo, um jovem conhecido como Sérgio Reis resolveu regravar um clássico da até então música caipira: O Menino da Porteira, foi um marco para aceitação da dita música caipira junto ao grande público, na realidade, era tudo que as pessoas esperavam, mas não sabiam como chegar até ela, e a música tocou, tocou tanto que o grande cantor, com seus quase dois metros, levou a história até para o cinema, onde também fez muito sucesso. Mas qual teria sido o segredo para a música caipira sair das porteiras das fazendas e sítios e atingir o povo da cidade? Na realidade o mistério é simples para ser desvendado: na época havia um movimento musical chamado Jovem Guarda, que começara em agosto de 1965 em formato de programa de auditório transmitido pela rede Record e comandado por três jovens que eram as sensações da música jovem no Brasil: Roberto Carlos (O Rei), Erasmo Carlos (O Tremendão) e Wanderléia (A Ternurinha). O referido programa de auditória batia todos os índices de audiências da época e nele se apresentava o jovem grandão e bonitão Sérgio Reis e, só para se ter uma noção do seu sucesso, sua música jovem Coração de Papel ficou quarenta e oito semanas em primeiro lugar nas paradas de sucesso, ou seja, de repente, esse jovem começa gravar um outro estilo que até então era restrito ao público interiorano, os jovens fãs da Jovem Guarda começaram a prestar atenção naquele gênero musical que só era ouvido pelos seus pais e, na maioria das vezes, pelos seus avós. Logo os jovens da cidade grandes já ouviam, sem vergonha nenhuma, a música do agora sertanejo Sérgio Reis, isso forçou os homens de rádios a abrir espaço para o novo estilo.
Os jovens começaram a perceber que havia outros como Léo Canhoto e Robertinho, que já vinham fazendo uma música caipira mais jovem há tempo, eles usavam roupas extravagantes, medalhões e cabelos compridos isso despertou o interesse dos jovens.
Pouco tempo depois despontou Milionário e José Rico com sua música mais voltada às baladas românticas e dor de cotovelo, fez muito sucesso.
Mas no início dos anos oitenta veio o golpe de misericórdia, uma dupla que começou muito criança e cantando música caipira, conhecida como Chitãozinho e Xororó, resolveu regravar um clássico caipira num estilo bem mais jovem e foi um sucesso estrondoso, a música Fio de Cabelo foi outro divisor de águas, criou um estilo que deixou de se chamar caipira para ser conhecido com Sertanejo, para alguns críticos que torcem o nariz para o estilo, conhecido como breganejo.
Depois de Chitãoinho e Xororó vieram seus discípulos: Leandro e Leonardo, Gean e Giovani, Christian e Ralf, Zezé de Camargo e Luciano, João Paulo e Daniel, Rick e Rener, Bruno e Marrone, Vítor e Léo e tantos outros e, a música sertaneja caiu no gosto do povo de todas as idades.
Mesmo hoje, aqueles que cantam a música jovem sertaneja têm orgulho de saber tocar viola e conhecer os grandes clássicos da música caipira, mesmo que tenham nascidos nas cidades grandes e pouco conhecem da vida no interior.
Atualmente desponta uma nova ramificação do estilo o sertanejo universitário: César Menóte e Fabiano, João Bosco e Vinícius e tantos outros.
A jovem musica sertaneja chegou longe, tanto que hoje, na lista das dez músicas mais tocadas nas FMs, quarenta por cento saem dela, inclusive, em diversas metrópoles brasileiras, há rádios tocando cem por cento do estilo, coisa inimaginável na época de Tonico e Tinoco.
Quando você vê Luan Santana, um jovem cantor sertanejo de menos de 20 anos de idade, se apresentar por mais de meia hora na TV Globo, no programa do Faustão, num concorridíssimo domingo à tarde, percebe-se que realmente algo mudou e muito no reino caipira, digo, sertanejo.
* Vale nota: Sérgio Reis é descendente de italiano, nascido e criado na capital de São Paulo.

O SERTANEJO QUE EMPLACOU: DE TONICO E TINOCO A SÉRGIO REIS, DE CHITÃOZINHO E XORORÓ A LUAN SANTANA




A música sertaneja começou com cantores que tinham os dois pés na roça, as chamadas músicas caipiras, suas letras normalmente falavam da beleza da natureza, da vida nos campos, da vida simples do interior, na lida do dia a dia, nos costumes, ou seja, você ouvia a música e quase podia sentir o cheiro de terra molha, os ruídos dos carros de bois, o prazer de uma boa pescaria, do café no bule sobre um fogão à lenha e, acompanhado de violas, violões e, em alguns casos, de uma sanfona, esse estilo musical atendia um público específico, principalmente o pessoal legitimamente caipira, e o mais triste eram as barreiras para se tocar em rádios para um público jovem das cidades grandes. Duplas com Tonico e Tinoco, Zico e Zeca, Zilo e Zalo, Tião Carreiro e Pardinho consagraram o estilo, mas eram marginalizados.

O tempo passou e vieram a popularização das rádios FMs, nelas não havia espaço para a música caipira, mas no início dos anos setentas aconteceu um fato que revolucionou o estilo, um jovem conhecido como Sérgio Reis resolveu regravar um clássico da até então música caipira: O Menino da Porteira, foi um estouro, no fundo, era tudo que as pessoas esperavam, mas não sabiam como chegar até ela, e a música tocou, tocou tanto que o grande cantor, com seus quase dois metros, levou a história até para o cinema, onde também fez muito sucesso. Mas qual teria sido o segredo para a música caipira sair das porteiras das fazendas e sítios e atingir o povo da cidade? Na realidade o mistério é simples para ser desvendado: na época havia um movimento musical chamado Jovem Guarda, inclusive, ele começara em agosto de 1965 num programa de auditório transmitido pela rede Record e comandado por três jovens que eram as sensações da música jovem no Brasil: Roberto Carlos (O Rei), Erasmo Carlos (O Tremendão) e Wanderléia (A Ternurinha). O referido programa de auditória batia todos os índices de audiências da época e nele se apresentava o jovem grandão e bonitão Sérgio Reis e, só para se ter uma noção do seu sucesso, sua música jovem Coração de Papel ficou quarenta e oito semanas em primeiro lugar nas paradas de sucesso, ou seja, de repente, esse jovem começa gravar um outro estilo que até então era restrito ao público interiorano, os jovens fãs da Jovem Guarda começaram a prestar atenção naquele gênero musical que só era ouvido pelos seus pais e, na maioria das vezes, pelos seus avós. Logo os jovens da cidade grandes já ouviam, sem vergonha nenhuma, a música, do agora sertanejo Sérgio Reis, e isso forçou os homens de rádios a abrir espaço para o novo estilo.

Assim jovens começaram a perceber que havia outros como Léo Canhoto e Robertinho, que já vinha fazendo uma música caipira mais jovem há tempo, usavam roupas extravagantes, medalhões e cabelos compridos isso despertou o interesse dos jovens.

Pouco tempo depois despontou Milionário e José Rico com sua música mais voltada às baladas românticas e dor de cotovelo, fez muito sucesso.

Mas no início dos anos oitenta veio o golpe de misericórdia, uma dupla que começou muito criança e cantando muita caipira, conhecida como Chitãozinho e Xororó, resolveu gravar um clássico caipira num estilo bem mais jovem e foi um sucesso estrondoso, a música Fio de Cabelo foi outro divisor de águas, criou um estilo que deixou de se chamar caipira para ser conhecido com Sertanejo, para alguns críticos que torcem o nariz para o estilo, conhecido como breganejo.

Depois de Chitãoinho e Xororó vieram seus discípulos: Leandro e Leonardo, Gean e Giovani, Cristhian e Ralf, Zezé de Camargo e Luciano, João Paulo e Daniel, Vítor e Léo e tantos outros e a música sertaneja caiu no gosto do povo de todas as idades.

Mesmo hoje, aqueles que cantam a música jovem sertaneja têm orgulho de saber tocar viola e conhecer os grandes clássicos dos primórdios da música sertaneja, mesmo que tenham nascidos nas cidades grandes e pouco conhecem da vida do interior.

Atualmente desponta uma nova ramificação do estilo o sertanejo universitário: Juliano César e Fabiano, João Bosco e Vinícius e tantos outros.

A jovem musica sertaneja chegou tão longe que hoje, na lista das dez músicas mais tocadas nas FMs, quarenta por cento saem dela, inclusive, em diversas metrópoles brasileiras, há rádios tocando cem por cento do estilo, coisa inimaginável na época de Tonico e Tinoco.

Quando você vê Luan Santana, um jovem cantor sertanejo de menos de 20 anos, se apresentar por mais de meia hora na TV Globo, no programa do Faustão, num concorridíssimo domingo à tarde, algo mudou e muito no reino caipira, digo, sertanejo.

domingo, 31 de janeiro de 2010

O DOMADOR DE MONTANHAS

Meu nome é Jamil, moro há muitos anos na região de Piraputanga, distrito de Aquidauana, Mato Grosso do Sul (MS), cresci vendo e admirando as montanhas que compõem a região, eu sempre nutri um misto de admiração e respeito por elas - explico porque - além de suas belezas e grandiosidades, elas sempre me causavam medo, pois qualquer idéia de escalá-las me causava uma sensação estranha, mas um dia meus medos e a montanha ficaram ligados perigosamente.
Na época eu já estava casado, administrava um local que servia de acampamento para grupos de igrejas, escolas e empresas, o referido local era cercado por enormes montanhas. Todas as manhãs eu as contemplava, um certo dia, um instrutor de rapel veio acompanhado um grupo de jovens, logo eu fiz amizade com eles, no primeiro dia começaram as descidas, eu ficava só admirando, à noite fui até onde eles estavam e logo me tornei centro dos assuntos: - Oh, Jamil, amanhã quero ver você lá!
- Aquilo é coisa pra louco! - Eu respondi, mas eles continuaram a provocar.
- Você é um homem ou um rato? – Provocações por brincadeira, nada com intuito de ofender.
Eu sai do local e fiquei pensando: - Moro há tanto tempo nessa região, essas montanhas fazem parte da minha vida! Se esses estranhos podem subir e descer delas, porque eu não posso!
Após conversar com minha esposa e ouvir muitos conselhos para que não me arriscasse, eu desobedeci e fui. O dia amanheceu e o grupo estava pronto para uma nova escalada eu cheguei e já fui dizendo: - Eu topo, vou fazer esse tal de rapel. – Foi uma festa só por parte da garotada.
Chegando lá em cima me dei conta da encrenca que havia me metido, olhava para baixo e o medo aumentava. Chegou a minha vez e eu estava desesperado, o instrutor preparou e ajustou todos os equipamentos e sempre me orientando como descer com segurança, mas isso não diminui meu medo. Logo começou a descida, meu coração parecia que ia sair pela boca. Poucos metros depois de ter começado a descida eu olhei para baixo, foi a pior coisa que fiz, bateu pânico e eu travei, não descia nem subia, o instrutor continuou falando comigo, tentava me tranqüilizar, mas eu não consegui me mexer, isso demorou alguns minutos, depois de muito estímulo e orientações comecei a me mexer aos poucos e, assim, devagar consegui chegar à base, aquela havia sido a pior e mais traumática experiência da minha vida. Cheguei em casa e já fui logo dizendo a minha esposa: - Aquilo é coisa de doido, nunca mais eu vou naquilo.
Meses se passaram e eu não conseguia esquecer a experiência negativa, mas algo havia mexido comigo, havia me encontrado com o meu ponto mais fraco e aquilo me decepcionava, afinal de contas, tudo havia sido feito com muita segurança, então porque tive tanto medo, e assim foi até que um dia cheguei para minha esposa e disse: - Amor, vou me inscrever num curso para aprender fazer rapel. – Ela se assustou: - Você não disse que era coisa de doido, que nunca mais ia fazer aquilo? – Eu lhe respondi: - Eu tenho coragem para tanta coisa, amo, respeito e admiro essas montanhas, porque não estar ao lado delas!
Foi o que eu fiz, após o curso, eu e as montanhas, principalmente, as que compõem a região do sítio da minha família, somos amigos inseparáveis, eu as respeito, admiro e curto o que de melhor elas podem me oferecer. Hoje sou instrutor de rapel e sou muito feliz, principalmente porque transformei meus medos em lições para outros desafios na vida pessoal. Sou mais seguro para resolver outras situações que requerem determinação e autoconfiança. Amo a belíssima região de Piraputanga e adoro estar ajudando outras pessoas a vencer seus medos, a se integrar com as montanhas e desfrutar das belas paisagens da região, vejo isso como missão de vida.
Atualmente Jamil Albuquerque de Moraes é proprietário de uma pousada num sítio de 16 Há., na região de Piraputanga, MS. Numa paisagem de tirar o fôlego oferece alguns esportes radicais, dentre eles, montanhismo, trilhas, passeio a cavalo, banhos em córrego e em bicas d´águas, além de rapel em montanhas de mais ou menos 130 metros de altura. O local ainda oferece área de camping e lazer variados. Está preparado para receber grupos religiosos, escolas, empresas, grupos de amigos e famílias.
Contato: Jamil – 9233-1035 e-mail: xandy.1101@hotmail.com  Veja fotos: